Este artigo lista e explica as várias semelhanças entre o conceito de circulação de energia oirundas das culturas milenares chinesa e indiana, com a controvertida e moderna abordagem psicanalítica reichiana.
Há mais semelhanças do que divergências entre estas diferentes linhas de abordagens corporais.
Seja o Prana da visão indiana, como o Chi, das teorias chinesas, quanto o Orgone de Reich, todos são formas de “energia viva” que permeiam o Universo, o que inclui a nós. Transpassando corpos, tais energias tendem a circular longitudinalmente, criando os “canais” denominados Nadis pela Ayurvédica e Meridianos na Terapia Tradicional Chinesa, enquanto que a bioenergia teorizada por Reich não possui uma mapeamento circulatório estabelecido.
A plenitude humana está relacionada com o livre fluxo de tais “energias”, as quais, diferentemente da visão da física, possuem além de valores quantitativos, igualmente qualitativos, contendo informações físicopsíquicas essenciais para o autoequilíbrio. Tanto fatores físicos, quanto emocionais intervém nesta circulação, sendo detectáveis e passíveis de intervenções terapêuticas graças aos seus reflexos em regiões físicas específicas.
A Terapia Tradicional Chinesa analisa e intervém no fluxo energético por meio de “pontos”, espécies de “mini-vórtices” distribuídos pelos meridianos.
Já a Terapia Tradicional Indiana foca no principais cruzamentos entre os Nadis, cujos pontos de encontros forma vórtices energéticos, denominados Chakras. Já a Terapia Reichiana detecta e intervém via toque na musculatura, tendo mapeado sete “anéis”, COURAÇAS, que “estrangulam” o fluxo longitudinal do Orgone, concluindo em uma formatação bastante similar à teoria dos sete chakras....
As pesquisas de Reich também detectaram que, conforme a fase do desenvolvimento humano que foi vitimada por certos traumas emocionais, uma ou mais destas “couraças” apresentam-se problemáticas.
O trabalho corporal terapêutico, ao restituir o fluxo da circulação “energética”, além de possibilitar o acesso às informações harmonizadoras somáticas, igualmente traz à consciência os dados psíquicos que estavam represados, comumente carregados de forte carga emocional.
Independente da linha adotada, é essencial a TODO profissional que trabalha com o toque, manter-se ciente de que as manobras, ainda que físicas, vão muito além desta e que mais do que pele, músculos, ossos, que estamos TOCANDO a “alma”, as energias, as emoções, as lembranças de nossos Clientes, trazendo-as à consciência.
São inegáveis as qualidades técnicas das manobras corporais tradicionais, tais como o shiatsu, Tui-ná, anma, sparsha, dentre outras, assim como é fundamental a contribuição da psicanálise quanto à compreensão que aspectos inconscientes de nossa personalidade são corporificados. Contudo, ambas as vertentes ainda não convergiram, resultando em "massagistas" (termo totalmente inadequado à legislação brasileira...) que desconhecem o fato de seu trabalho pode resultar em catarses, como também em profissionais da vegetoterapia e bioenergética propondo técnicas de toque, respiratórias e posturais que já estariam eficientemente supridas nas já seculares técnicas corporais, como as já citadas, bem como as oriundas do yôga e tai-chi-chuan.
Cabe ao Brasil eliminar a iniciativa em superar desinformações, preconceitos e vaidades, promovendo a integração entre todas estas linhas complementares de tratamento, formando Terapeutas Corporais que honrem a sabedoria milenar, da mesma forma que abraçam a modernidade psicanalítica, fazendo justiça a que mais esta modalidade terapêutica seja integrante da Terapia Holística, atendendo a Clientela ciente de que físico-psíquico-social-transcendente é uma só unidade indissociável.
A plenitude humana está relacionada com o livre fluxo de tais “energias”, as quais, diferentemente da visão da física, possuem além de valores quantitativos, igualmente qualitativos, contendo informações físicopsíquicas essenciais para o autoequilíbrio. Tanto fatores físicos, quanto emocionais intervém nesta circulação, sendo detectáveis e passíveis de intervenções terapêuticas graças aos seus reflexos em regiões físicas específicas.
A Terapia Tradicional Chinesa analisa e intervém no fluxo energético por meio de “pontos”, espécies de “mini-vórtices” distribuídos pelos meridianos.
Já a Terapia Tradicional Indiana foca no principais cruzamentos entre os Nadis, cujos pontos de encontros forma vórtices energéticos, denominados Chakras. Já a Terapia Reichiana detecta e intervém via toque na musculatura, tendo mapeado sete “anéis”, COURAÇAS, que “estrangulam” o fluxo longitudinal do Orgone, concluindo em uma formatação bastante similar à teoria dos sete chakras....
As pesquisas de Reich também detectaram que, conforme a fase do desenvolvimento humano que foi vitimada por certos traumas emocionais, uma ou mais destas “couraças” apresentam-se problemáticas.
O trabalho corporal terapêutico, ao restituir o fluxo da circulação “energética”, além de possibilitar o acesso às informações harmonizadoras somáticas, igualmente traz à consciência os dados psíquicos que estavam represados, comumente carregados de forte carga emocional.
Independente da linha adotada, é essencial a TODO profissional que trabalha com o toque, manter-se ciente de que as manobras, ainda que físicas, vão muito além desta e que mais do que pele, músculos, ossos, que estamos TOCANDO a “alma”, as energias, as emoções, as lembranças de nossos Clientes, trazendo-as à consciência.
São inegáveis as qualidades técnicas das manobras corporais tradicionais, tais como o shiatsu, Tui-ná, anma, sparsha, dentre outras, assim como é fundamental a contribuição da psicanálise quanto à compreensão que aspectos inconscientes de nossa personalidade são corporificados. Contudo, ambas as vertentes ainda não convergiram, resultando em "massagistas" (termo totalmente inadequado à legislação brasileira...) que desconhecem o fato de seu trabalho pode resultar em catarses, como também em profissionais da vegetoterapia e bioenergética propondo técnicas de toque, respiratórias e posturais que já estariam eficientemente supridas nas já seculares técnicas corporais, como as já citadas, bem como as oriundas do yôga e tai-chi-chuan.
Cabe ao Brasil eliminar a iniciativa em superar desinformações, preconceitos e vaidades, promovendo a integração entre todas estas linhas complementares de tratamento, formando Terapeutas Corporais que honrem a sabedoria milenar, da mesma forma que abraçam a modernidade psicanalítica, fazendo justiça a que mais esta modalidade terapêutica seja integrante da Terapia Holística, atendendo a Clientela ciente de que físico-psíquico-social-transcendente é uma só unidade indissociável.
| Chakra | Couraça Reichiana | Localização | Glândula | Sistema somático | Psiquismo | Período de origem do bloqueio | Comportamentos básicos | Tendências a Somatizações | |
| Coronário Sahasrara | Topo da cabeça | Pineal | Sistema nervoso central | Intuição, impulso de evolução e transcendência | |||||
| Frontal Ajna | Ocular | Entre as sobrancelhas | Pituitária | Sistema nervoso autônomo, pele, olhos, ouvido e nariz | Intelecto e conhecimento | Gestação, parto e primeiro ano de vida | Medo do contato, fantasia, esquiva, pânico, fobias, desorientação, surpresa, embaraço... | Problemas no sistema nervoso e muscular. | |
| Laríngeo Vishuddha | Oral | Pescoço, garganta | Tireóide | Sistema respiratório, maxilares, boca, língua, lábios, dentes, esôfago, pescoço, traquéia e glândulas tireóides | Comunicação e expressão | Amamentação e desmame | Medo da rejeição, dependência, tristeza, raiva, comoção, agressividade, ressentimento | Problemas ortodônticos, tristeza, problemas de vômitos, inadequação de peso | |
| Cervical | Controle dos esfíncteres e ou descoberta dos genitais | Medo da punição, de cair ou de perder o controle, submissão, moralismo, controle, arrogância, orgulho | Torcicolos, problemas de tireóide. | ||||||
| Cardíaco Anahata | Torácico | Peito | Timo | Sistema circulatório e imunológico, peito, pulmões e coração | Centro das emoções | Descoberta dos genitais, Medo da castração | Medo da castração e do fracasso, Prepotência, Ambivalência entre amor e ódio, Narcisismo | Problemas cardíacos, pulmonares e no sistema imunológico | |
| Solar Manipura | Diafragmático | Abdômen, ao redor do umbigo | Pâncreas | Sistema digestivo, diafragma, estômago, fígado, pâncreas e baço | Atos da vontade | Controle dos esfíncteres | Medo da punição, Submissão, Masoquismo, Ansiedade, insegurança | Lordose, problemas do estômago, pâncreas e baço | |
| Sacro Svadhishthana | Abdominal | Pouco acima dos genitais, abaixo do umbigo | Gônadas | Sistema reprodutivo, abdômen, intestino delgado, grosso e rins | Sexualidade e sensualidade | Controle dos esfincteres | Medo da punição, agitação, cólera, impulsividade | Problemas intestinais e renais | |
| Básico Muladhara | Pélvico | Base da coluna | Supra-Renal | Sistema excretor, pelve, membros inferiores, bexiga, genitais, nádegas e quadril | Instintos de sobrevivência | Etapa de identificação, formação do caráter | Sedução, destrutividade, impotência, moralismo, autoritarismo | Disfunções sexuais | |
| Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH - Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística. (11) 3171-1913 |



