Acupuntura: A Bela E A Fera

Acupuntura
Acupuntura: Tradição e Modernidade - Arte Digital: Henrique Vieira Filho - Modelo: Rilda

Conforme QUAL profissão descreve a Acupuntura, ora é "bela", ora é "fera". 

Quando somos nós,
Terapeutas Holísticos, quem discursamos, a técnica discorre sobre caminhos de "energia", auto-equilíbrio, "cada caso é único", abordagem holística, pulsologia, autoconhecimento, estímulos sutis e livre exercício.

Porém, quando são as profissões convencionais ligadas à saúde, o discurso muda radicalmente: anatomia e fisiologia, intervenção no Cliente, todos os casos são comparáveis entre si, visão cartesiana, "tabelas de pontos X doenças", sintomas físicos sem significados além, agulhas perigosas (até mortais...) e monopolização.


A primeira versão é embasada em milênios de tradições e prática, contando com dezenas de milhares de praticantes, inclusive, no Brasil. Já a segunda vertente, recém acabou de ser inventada e seu número de adeptos ainda mal ultrapassou a casa das centenas.
Para efeito comparativo, no Estado mais populoso do Brasil, enquanto o SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS, contabiliza cerca de 8 mil Acupunturistas, boa parte dos quais, com CRT - Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, o Conselho Regional de Medicina apresenta menos de 400 médicos, disponibilizados em pesquisa automatizada em seu site oficial !

Ou seja, a esmagadora maioria dos profissionais praticam a
Acupuntura em sua forma milenar tradicional. Outrossim, nem sempre o poder emana da maioria, nem no legislativo, nem no executivo, menos ainda no judiciário e, algumas vezes, até mesmo no assim chamado "4º poder", ou seja, os veículos de comunicação.

Nestes últimos dias, diversas "reportagens" interpretaram uma simples etapa de uma disputa judicial entre o Conselho de Medicina contra o Conselho de Farmácia, como se isso transformasse a
Acupuntura em monopólio MÉDICO.

Seja por ignorância, seja por má fé, o título destas matérias "jornalísticas" estão absolutamente distante da verdade dos fatos. E, temos que manter as aspas, pois em muitas destas publicações, nem sequer constava jornalista responsável, nem mesmo o autor das imagens que ilustravam, ferindo tanto a ética jornalística e, até mesmo, a legislação. Em um veículo impresso, de uma grande capital brasileira, além de não constar o autor, ainda erraram a grafia: acuNpuntura !! Pasmem !


Claro que, com tantas incorreções, só de passar os olhos na matéria, nenhuma pessoa esclarecida irá considerar estas fontes de (des)informações...

Na verdade, nada mudou para os filiados ao SINTE, pois nossos direitos foram conquistados em definitivo na Justiça, enquanto que a disputa judicial abordada na "reportagem" sequer nos envolve (Conselho de Medicina X Conselho de Farmácia) e ainda tem muitos recursos e décadas pela frente de trâmites judiciais.

SE em algum momento se tornar necessário ter que defender nosso
DIREITO ADQUIRIDO AO LIVRE EXERCÍCIO DA Acupuntura, uma das grandes vantagens do SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS, é que JÁ VENCEMOS a questão em última instância nos Tribunais Federais e também, por sermos o ÚNICO sindicato na profissão RECONHECIDO pelo MINISTÉRIO DO TRABALHO como sendo NACIONAL, temos o direito de entrar com MANDADO DE INJUNÇÃO, uma das excluvidades apenas para partidos políticos e sindicatos NACIONAIS.

Até o momento, nem sequer é caso de exigir que os veículos de comunicação corrijam suas matérias, pois, sequer é a primeira vez que isso acontece (em média, a cada seis meses, publicam "notícias" semelhantes...) e, nas demais vezes, resultou justamente em efeito oposto ao que imaginavam: nossos serviços de Indicador Profissional, seja via internet, ou telefone, justamente AUMENTAVAM a procura por nossos credenciados que trabalhem com a técnica.


A discussão se baseia naquilo que exaustivamente alertamos todos os filiados, ou seja, o "diagnóstico de DOENÇAS", o que, indiscutivelmente, é monopólio MÉDICO definitivo. O Conselho de Farmácia "pecou" em suas manifestações, pois baseia-se no modo MÉDICO de exercer Acupuntura, ou seja, "tabelinhas" de pontos para cada DOENÇA.

Assim, de fato, exercem ilegalmente a Medicina ao fazerem Acupuntura dessa forma. A polêmica decorre da ignorância de suporem que é necessário saber a DOENÇA (diagnóstico MÉDICO e monopólio destes...) para poder escolher os pontos de Acupuntura, o que, automaticamente, implicaria que só MÉDICOS poderiam exercer...

Bastaria argumentarem sobre a Acupuntura MILENAR, que envolve Pulsologia, avaliação energética, reações ao toque, enfim, inúmeros caminhos para escolha dos pontos que em nada tem a ver com "doenças", que é um conceito moderno e exclusivo para médicos. NÃO HÁ legislação sobre Acupuntura , o que significa que sua prática é de LIVRE exercício a quaisquer profissões, independente de formação.

Justamente por isso, é exercida por várias profissões distintas, cada qual, em seu limite de atuação, por exemplos:

 
Odontólogos utilizam Acupuntura para analgesia dentária; Veterinários, para tratamento de animais;
Fisioterapeutas, para a reabilitação corporal;

Médicos, para as doenças;


E, a profissão que defendemos, que é a TERAPIA HOLÍSTICA utiliza em sua versão milenar, ou seja, para o equilíbrio energético, conceito este absolutamente ignorado pela ciência.

Tais discussões foram objeto de disputas judiciais e, a jurisprudência firmada é a favor da LIVRE utilização da Acupuntura, independente de profissão de origem. Na verdade, um Conselho profissional pode criar regras tão somente para seus próprios membros, ou seja, o Conselho de Medicina poderia criar regras para os médicos exercerem Acupuntura, mas não tem direito legal de criar regras para os fisioterapeutas, nutricionistas, biomédicos, terapeutas holísticos, nenhuma outra profissão que não a própria...

Assim sendo, tentaram lesar o Acupunturista em seus direitos constitucionais, em especial o ARTIGO 05 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL que lhe garante livre exercício deste ofício.


Na forma que exercemos a Acupuntura, a proposta é despertar nos Clientes seus próprios recursos de auto-equilíbrio. Para tanto, o Terapeuta Holístico utiliza-se da desta técnica como mais um instrumento capaz de catalizar este processo. Ao contrário de como atuam os médicos, nossa profissão não utiliza o conceito de "doenças", pois este informação é desnecessária à Acupuntura Tradicional, cujos procedimentos de avaliação e atuação se baseiam em re-equilibrar fluxos de energia, detectáveis via Pulsologia ou reação ao toque em determinadas regiões corpóreas.

A atuação se dá pela estimulação dos pontos detectados como harmonizantes ao momento, o que pode ser feito com as conhecidas agulhas descartáveis de uso único, ou por meios mais agradáveis, tais como aplicação de cores, de imãs, e, até mesmo, do "simples" toque.


Como cada caso é um caso, as reações despertas são as mais diversificadas possíveis, incluindo a ampliação do autoconhecimento que, na verdade, é a meta profunda da Acupuntura e de quaisquer outras técnicas aplicadas da Terapia Holística.

Já faz 20 anos que o SINTE monitora consultas públicas, projetos de lei, reuniões de conselhos profissionais, portarias, resoluções, etc, etc, não só de serviços de Acupuntura, como também, de equipamentos, produtos de Fitoterapia, Estética, enfim, dezenas e dezenas de vertentes técnicas que convergem para a Terapia Holística.

Por exemplo, nos próximos dias ocorre a "enésima" consulta pública no Congresso Nacional, para que a "sociedade se manifeste" para "orientar" os legisladores quanto aos projetos de lei sobre a Acupuntura, que tramitam infinitamente sem jamais chegarem a lugar algum. Dessas duas décadas de experiência nesses acompanhamentos, bem constatamos que tais situações são meros teatros, palcos para que políticos façam seus discursos contra ou a favor, angariando simpatia de seu eleitorado, sem que absolutamente nada seja decidido.


Paralelamente, igualmente lucram com a situação os grupos que organizam "caravanas" (precisam de verba para custear tais viagens...), abaixos assinados (o que se traduz no comércio de malas-diretas...) e entidades que buscam angariar novos associados, amedrontados com as "notícias", mediante promessa de que irão resolver a situação...

E, claro, como nenhuma situação de perigo REAL acontece, depois, quando o povo percebe que nada mudou, nem para pior, nem para melhor, aí todos os envolvidos "posam" de "salvadores", como se fossem eles que tivessem impedido alguma "tragédia".

Outrossim, sempre é melhor PREVENIR e alguns cuidados devem ser observados, por quem trabalha com Acupuntura. Por sinal, desde SEMPRE o SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS alertou e continua orientando, para este sentido, especialmente, a ADEQUAÇÃO DE TERMOS:
 
Utilizem o nome CORRETO de nossa PROFISSÃO, ou seja, você é um Terapeuta Holístico(a) e não um simples "acupunturista" (espetador de agulhas...). Afinal, quem trabalha nesta linha oriental tem que estar capacitado para Fitoterapia, Terapia Corporal e Psicoterapia Holística, pois, a MODALIDADE TERAPIA TRADICIONAL CHINESA engloba uma série de técnicas que vão muito além das simples agulhadas. Jamais vinculem seus trabalhos a "doenças" de espécie alguma.

A
TERAPIA HOLÍSTICA trabalha com o raciocínio de harmonização de "energia", e os pontos são escolhidos via Pulsologia, via reação ao TOQUE em pontos de alarmes, enfim, nada a ver com "doenças", pois tais informações só interessam a quem for MÉDICO, pois este sim, depende de tal diagnóstico, pois são limitados a trabalhar com "tabelinhas" de "pontos X doenças", conceito que não se enquadra em nossa profissão.

Em suma, muito ainda há o que percorrer, por isso, não há motivos nem para alarde, nem para comemorar, já que é apenas mais uma das rotinas de acompanhamento que fazemos.

Basta a quem for nosso filiado continuar a trabalhar dentro das
Orientações e Pareceres do SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS.

Henrique Vieira FilhoHenrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH - Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.

contato@sinte.com.br

Destaques da Edição