Holograma Do Ser

Auriculoterapia

A holografia possibilita armazenar uma quantidade extrema de informações, com riqueza tridimensional.

Aplicando termos atuais sobre conceitos milenares, metaforicamente, podemos dizer que fazemos parte de e que somos um Holograma Universal, onde tudo está intimamente ligado entre si, nada ocorrendo ao acaso.

Microcosmos que somos, nossas energias compõem uma holografia onde toda e qualquer informação psíquica/física se encontra acessível em qualquer parte de nosso ser.

Assim como os cientistas de hoje estudam o macroscópico corpo espelhado no microscópico DNA, os antigos projetavam o TODO de nosso eu, miniaturizado em qualquer região corpórea.

Por meio deste artifício, realizavam avaliações e até mesmo intervenções capazes de refletir no indivíduo por inteiro.

Por exemplos, analisando a iris (Iridologia), a língua (Semiologia da Língua), o pulso (Pulsologia), podemos realizar uma ReflexoLOGIA e obtermos um quadro sintético que espelha o estado geral da pessoa.

Já atuando seja nas mãos (Quiroterapia), ou nos pés (Podalterapia) ou nas orelhas (Auriculoterapia), além da avaliação, simultaneamente aplicamos a TERAPIA em si, via toque, ou agulhas, imãs, cores, dentre uma vasta gama de opções de ReflexoTERAPIAS.

Qualquer parte do corpo pode ser tomada como uma zona reflexa e, por meio dela, ativarmos uma série de recursos psicofísicos.

Neste Artigo, abordaremos a Reflexoterapia Auricular.

 

Chamamos de Auriculoterapia à técnica de análise e tratamento reflexológico por meio de estímulos no pavilhão auricular.

Sua origem data de milênios, tendo sido encontradas pinturas egípcias descrevendo o seu uso.

Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, detalhou seu uso para dores de dente, faciais e ciáticas. analgesia para nevralgias odontológicas, faciais e ciáticas.

Caiu em esquecimento até os meados de 1951, quando o francês Paul F. M. Nogier iniciou suas pesquisas, dando tamanho grau de desenvolvimento à técnica, que passou a ser considerado o “pai da Auriculoterapia”.

Acupunturista e Quiropraxista, ele notou que diversas pessoas que sofriam de dor ciática tiveram seus sofrimentos cessados com cauterizações na orelha feitas pela “leiga” madame Barrin.

Esses resultados empolgaram Nogier, passando ele a observar que na orelha há regiões doloridas espontaneamente ou ao toque, sempre que no corpo também houver dor.

Verificando a ocorrência dessas regiões, culminou por observar que elas pareciam desenhar uma forma fetal invertida no pavilhão auricular.

Com o correr das pesquisas, foi-se mapeando a que zona corporal correspondia cada porção da orelha.

Tendo sido publicadas na década de 50, as suas conclusões iniciais e seus tratamentos por estímulos de agulhas na aurícula, obteve grande repercussão entre os acupunturistas, pois estes já estavam acostumados a esse tipo de instrumento.

Tal sucesso chegou até a China, que rapidamente levantou um mapeamento auricular, inundando a Europa com suas orelhas de plástico e “posters” de “auriculo-acupuntura”.

Tudo isso contribuiu para que se confundisse a Acupuntura com essa “nova” técnica, mas as diferenças são gritantes:

Enquanto para primeira, os pontos existem o tempo todo, quer sirvam para tratamento ou não, na orelha eles não existem, a princípio, só vindo a surgir em correspondência a um desequilíbrio no corpo, facilitando ao máximo o anamnese, tornando praticamente impossível de se errar.

Outro fator de distinção e, provavelmente, a maior descoberta de Paul Nogier, foi a técnica de avaliação pelo pulso, específica para a Auriculoterapia.

Na pulsologia chinesa tomam-se ambos os pulsos simultaneamente e por meio de extrema sensibilidade, distinguem-se informações sobre a condição energética de cada órgão-meridiano.

Já na técnica de Nogier, basta tomar-se um dos pulsos e com uma ponta de metal ou de aparelhagem eletrônica, “passeia-se” por todas as regiões reflexas auriculares e, o­nde houver desequilíbrio, haverá uma alteração no pulso.

Inicialmente, chamou-se R.A.C. (reflexo aurículo cardíaco).

Hoje em dia, se conhece como R.A.N. (reflexo arterial de Nogier) ou V.A.S. (sinal autônomo vascular), mas opto por chamar de Pulsologia de Nogier, em homenagem.

No Brasil, a esmagadora maioria dos que trabalham com a Terapia Auricular desconhece quase que totalmente o trabalho francês.

Quando muito, estão a par do primeiro livro publicado de Nogier, o qual já há muito está desatualizado, com suas “receitinhas” de pontos específicos para cada tipo de tratamento.

Em compensação, os brasileiros desenvolveram uma abordagem somatopsíquica do tratamento auricular, a que denomino Calatonia Auricular, onde o despertar de lembranças e emoções são acionados via Auriculoterapia.

Também é uma iniciativa brasileira, o teste de fitoterápicos pela orelha e, ainda, o uso das freqüências de ressonância para a estética.

Há, ainda o desenvolvimento das teorias da Ressonância Biofotônica ou Biorressonância o­nde os estímulos são realizados por meio de luzes convencionais (não laser) e ritmos, trabalhos estes, nacionais e pioneiros...

Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH - Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.  contato@sinte.com.br (11) 3171-1913

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